Procedimento em Caso de Sinistro com Roubo, Furto ou Colisão de Veículos Segurados

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 - Se houverem vítimas ou feridos, providencie imediatamente o socorro através dos telefones de emergência: 

 193 - CORPO DE BOMBEIROS

 190 - POLÍCIA CIVIL

 - Para sua segurança e proteção pessoal, registre a ocorrência na Delegacia ou Posto de Controle de Trânsito mais próximo do acidente e não remova do local os veículos,
 havendo vítimas;

 - Ligue para central de atendimento 24 horas de nossa Corretora de Seguros para acionar os serviços de assistência.

Colisões com envolvimento de outros veículos ou pessoas

  • Solicitar a presença de um policial para elaborar o Boletim de Ocorrência (BO).
  • Comunique o sinistro (ocorrência de um dano, roubo do carro ou de prejuízo a terceiros) a Caixeta Corretora de Seguros  ou a seguradora responsável por sua apólice.Ver links úteis do nosso site no item 0800 seguradoras.


De qualquer forma, mesmo que você considerar o acidente leve, sem grandes danos, avise a corretora sobre o que aconteceu.
No caso de danos ao veículo, peça a corretora, uma indicação à seguradora de uma oficina. 
Você não é obrigado a usar as oficinas recomendadas, mas, em geral, estas são de alto nível. Além disso, a autorização para início dos reparos é mais rápida e o serviço é garantido pela seguradora. Em alguns casos, as seguradoras dão benefícios especiais para o uso da rede de oficinas referenciadas (ou credenciadas), tais como redução ou parcelamento da franquia, carro reserva e outros. 

Quando o acidente ocorrer em vias urbanas, você deve procurar a Delegacia de Polícia Civil mais próxima do local, e nas estradas, a Polícia Rodoviária. 
Quando o acidente envolver ferimentos em pessoas ou danos a bens de terceiros, o BO – Boletim de Ocorrência – é obrigatório. 


Roubo ou Furtos do Veículo

Fazer o registro em uma delegacia.

É importante você saber que, em momento algum, a seguradora poderá exigir testemunhas para a comprovação do sinistro. 

 

 

Essa comprovação se dá mediante a apresentação da documentação relacionada a seguir: 

  • Aviso de sinistro, com relato completo e detalhado do fato, informando dia, hora, local exato e circunstância do acidente; nome, endereço e carteira de habilitação de quem dirigia o veículo; se existem outros seguros em vigor para o mesmo veículo; e nome e endereço de eventuais testemunhas, se for do seu interesse.
  • Boletim de Ocorrência (se você também ficou sem os documentos originais do carro, no caso de roubo, deve registrar o fato no BO para facilitar a obtenção da segunda via no Detran). 

  • RG, CPF e carteira de habilitação do motorista no momento do acidente.
  • Eventualmente, a seguradora poderá solicitar outros documentos ou mais informações. 


No caso de acidentes, procure manter a calma e anote o maior número de detalhes que conseguir apurar

Dentre as informações mais úteis, destacam-se: nome, endereço, telefone e e-mail de todos os motoristas e passageiros envolvidos; a marca e o modelo de cada veículo; o número das placas dos carros; o número da carteira dos motoristas; e os nomes e referências dos policiais e funcionários do serviço de emergência, se for o caso. 

É comum a seguradora fazer uma perícia para verificar a veracidade dos fatos, buscando eliminar a possibilidade de fraude.

 

Em que casos eu devo apresentar o Boletim de Ocorrência para todos os acidentes?

O BO só é obrigatório nos casos de acidentes com feridos, de danos a bens de terceiros ou se o automóvel for roubado ou furtado.Caso contrário, a seguradora não exige a apresentação do BO. No entanto, o registro na delegacia agiliza a autorização dos reparos. 

Qual o prazo para eu receber a indenização?

Quando o seu automóvel sofrer danos que podem ser consertados, ou seja, que não resultam em “indenização integral”, geralmente a seguradora paga o custo do reparo diretamente à oficina. Você será responsável pelo pagamento da franquia, que deverá ser feito também diretamente à oficina, no momento da retirada do veículo.

Mas, se o acidente causou danos a bens de terceiros, na maioria dos casos a seguradora paga a indenização dos prejuízos diretamente ao prestador de serviço, por exemplo, uma oficina mecânica, quando se tratar de um veículo. 

As seguradoras, em geral, autorizam o início dos reparos um ou dois dias, no máximo, depois de você providenciar o aviso de sinistro e o veículo for levado para a oficina. 

No caso de indenização integral – dano com “indenização integral” ou roubo –, o prazo máximo para o pagamento da indenização é de trinta dias corridos, a partir da entrega dos documentos solicitados. 

Se, eventualmente, a seguradora solicitar documentos complementares aos que já foram entregues, a contagem do prazo de trinta dias é interrompida. 

Quando você entregar a documentação pedida, o prazo recomeçará a ser contado.

Por outro lado, quando a documentação está completa desde o início, as seguradoras costumam pagar as indenizações integrais em menos de 30 dias. 

A agilidade confere um diferencial de qualidade do serviço, em tempos de forte concorrência. Supondo que você tenha recebido indenização integral pelo seu veículo segurado, a propriedade deste deve ser transferida para a seguradora, que poderá vendê-lo. 

Na hipótese de você ainda estar pagando o financiamento do seu carro, as prestações a vencer serão descontadas da indenização que você irá receber da seguradora, para o acerto de contas com a financeira.

Assistencia 24 Horas das seguradoras

As seguradoras oferecem, junto com o seguro, um amplo serviço de assistência para o seu automóvel e ocupantes, no caso de acidente ou pane mecânica, bem como serviço de despachante para a obtenção da documentação necessária. Verifique na sua apólice se você tem esta cobertura:Com algumas variações entre as seguradoras e os planos comercializados, os principais serviços que você encontra são: 

  • Socorro mecânico para reparo do veículo no local;
  • Guincho para rebocar o carro para a oficina;
  • Auxílio em caso de falta de combustível (pane seca); chaveiro; 
  • Troca de pneus; 
  • Remoção de passageiros acidentados; 
  • Transporte aéreo, rodoviário ou táxi para levá-lo de volta à sua residência, quando estiver viajando; e hospedagem, caso o acidente tenha acontecido em local distante (a quilometragem é definida na apólice) de onde você mora.

Minha seguradora pode se recusar a pagar a indenização?

Você perde o direito à indenização quando age em desacordo com as condições estabelecidas no contrato de seguro. 

Vale lembrar que a recusa do pagamento da indenização pode decorrer de:
Riscos excluídos ou prejuízos não indenizáveis 
Riscos e situações que não estão cobertos pelo seguro; perda de direitos 
Situações nas quais o segurado perde o direito de ser indenizado; e descumprimento das obrigações do segurado 
Deveres que o segurado não cumpre determinam a perda de direitos sobre o seguro. 

Dentre as principais exclusões e situações que podem promover a perda do direito de cobertura para danos causados pelo automóvel, sobressaem:

Perda de direitos 

A seguradora poderá recusar o pagamento do sinistro nas seguintes situações: 
Declarações inexatas ou omissas feitas pelo segurado, que possam ter influído na aceitação da proposta ou no preço do seguro. Se a inexatidão ou omissão nas declarações não resultarem de má-fé do segurado, a seguradora poderá indenizar o sinistro e cobrar a diferença de prêmio; condução do veículo por pessoa sem habilitação legal; 

Uso do automóvel para fim diferente do declarado na apólice; 

Sinistro causado por dolo (má intenção); 

Fraude ou tentativa de fraude por parte do segurado, com a intenção de obter benefícios ilícitos do seguro; 

Agravamento intencional do risco por iniciativa do segurado ou do condutor do veículo; 

Acidentes ocorridos em consequência direta e indireta de quaisquer alterações mentais do condutor, devido ao uso de álcool, drogas, entorpecentes ou substâncias tóxicas; 

E descumprimento, por parte do segurado, das obrigações constantes nas condições contratuais do seguro e na apólice.

Eu fui responsável pela batida. O seguro do meu carro paga o conserto do outro? 

Sim, se você tiver contratado um seguro de responsabilidade civil. 
Consulte sua apólice e verifique o Limite Máximo de Indenização (para danos materiais e corporais). 
O dono do carro ou de outro bem material que foi atingido vai precisar registrar na seguradora o aviso de sinistro de terceiro, explicando como o acidente aconteceu. 
A seguradora só vai autorizar o serviço depois que analisar o laudo de vistoria de ambos os carros.

Eu atropelei uma pessoa. O que faço?

É uma situação difícil e complicada, além de envolver sofrimento e preocupações. 
Se você contratou uma cobertura de responsabilidade civil, problemas futuros serão amenizados, inclusive honorários de advogado e custas judiciais. 
Você deve cumprir algumas etapas, entre elas: em primeiro lugar, procure dar atendimento à vítima, tenha sido ou não responsável pelo acidente; vá à Delegacia Policial mais próxima e registre o Boletim de Ocorrência; e avise ao seu corretor e à seguradora. 
Se você contratou uma cobertura de responsabilidade civil, ambos vão lhe dar as orientações necessárias sobre os próximos passos. 
Esses procedimentos são importantes, mesmo que a vítima não apresente queixa no momento. 
A reclamação, no entanto, poderá ser feita depois. 
Lembre-se, também, de anotar nomes, telefones e endereço de todas as pessoas envolvidas no acidente, inclusive testemunhas, tendo você sido responsável ou não. O pedestre atropelado e seus beneficiários (cônjuge, filhos), da mesma forma que você, podem abrir um processo, declarando-se vítimas e pedindo reembolso das despesas médicas ou indenização por invalidez e morte. 
Com o início das investigações, o acusado poderá ser processado por dano pessoal, permitindo às vítimas pedirem pagamento de despesas hospitalares, perda de capacidade de trabalho ou ressarcimento pela impossibilidade de trabalhar normalmente por determinado período de tempo. A legislação brasileira permite pedidos de indenização por danos morais como sentimento de dor, perda, constrangimentos e sequelas, além de conceder aos familiares o direito de abrir processo pela morte de familiares mortos em acidentes. 
Numa situação dessas, se a vítima fatal for um pai de família, a mãe das crianças pode entrar com um pedido de pensão alimentícia ao proprietário do veículo causador do acidente.  


O segurado assumiu a culpa pelo acidente no lugar de outro motorista que não tem seguro. Quais são os riscos?

Um motorista sem seguro bate no carro de outro que tem seguro. O segurado assume a culpa pelos dois acidentes, mas o outro paga a franquia dele. 
Parece um acordo bom para os dois lados, só que isso é fraude (equivalente a roubo!). 
Além do aspecto moral, as seguradoras utilizam um vasto arsenal tecnológico para identificar esse tipo de situação. 
As empresas podem reconstituir os acidentes e verificar se há divergências com o que o segurado informou. 
As seguradoras estimam que pelo menos 20% das indenizações pagas têm algum tipo de irregularidade. 
Para reduzir esse percentual, que resulta em maior preço do seguro para todos, as seguradoras têm sido cada vez mais rigorosas, inclusive denunciando criminalmente os responsáveis.

O segurado, embriagado, bate o carro. Há cobertura do seguro?

Aqui existe uma sutileza legal: para que a seguradora possa alegar embriaguez e não pagar a indenização, é preciso que haja uma prova de que o motorista estava bêbado – em geral, um teste de bafômetro realizado pelo policial. 

Se o motorista se negar a fazer o teste, o policial pode fazer constar a recusa no Boletim de Ocorrência e informar que havia aparência de embriaguez. 

Caso contrário, o não pagamento da seguradora pode ser contestado judicialmente. 

Apesar disso, não abuse, principalmente em tempos de “Lei Seca”. Exagerou-se na bebida, peça ajuda à sua seguradora. 

Muitas oferecem o chamado “motorista amigo”, que leva para casa o segurado sem condições de dirigir.

O segurado emprestou o carro para um amigo e houve um acidente. A seguradora pode recusar o pagamento da indenização?

As seguradoras utilizam várias formas de identificar os condutores do veículo: principal, mais frequente ou habitual. 

Geralmente, o empréstimo do veículo para alguém em caráter claramente eventual, ou seja, que não tem periodicidade fixa, não resulta na negativa do pagamento do sinistro. 

Se o empréstimo foi para alguém que usa habitualmente o veículo e não foi relacionado na proposta de seguro, a seguradora pode se negar a pagar o sinistro. 

Em algumas situações de usuário eventual, há maior rigor quando o empréstimo é para alguém com idade inferior a 25 anos. 

Se o amigo do segurado usa o carro dele uma vez por semana, por exemplo, isso é considerado uso habitual. Para ter direito à indenização, é preciso incluí-lo como motorista.

Fonte: www.tudosobreseguros.com.br

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